quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Seu Abraço, Minha Paz

Eu estava ali, precisando de um abraço. Você me abraçou e dormiu. Ouvindo você respirar, sentindo o calor do seu corpo, eu estava presa na maior liberdade da minha vida, que é estar com você. O lugar mais confortável e tranquilo do mundo, me faz perceber o quanto eu amo você. Este lugar, que é o meu lugar, me faz escrever, me faz amar ainda mais, me faz refletir, me faz planejar, me faz sonhar. É quando eu estou com você, enquanto o mundo dorme e a noite torna o mundo quieto, que eu posso me perder nos pensamentos e em nosso amor e nada mais importa para mim: não há problemas, não há barreiras, não há medos e não há dor. Só há eu e você, e somos um. Ouvir você acordar no meio do sono e sussurrar "meu amor" ou "eu te amo" e voltar a dormir mesmo antes de uma resposta minha, é como caminhar pelas nuvens e ouvir o canto dos anjos: é tudo o que eu preciso para deixar em paz meus pensamentos e emoções. Você é tudo o que eu preciso e é em você que eu quero sempre estar.

Ao meu sonho de amor,
Eduardo Costa,
Da sua,
E, para sempre sua,
~ Fabi Emmerich ~

sexta-feira, 28 de março de 2014

A Dança das Cores na Natureza - Prenúncio de Vida

"Se choras por haver perdido o sol, nunca verás as estrelas."
     Quisera eu, poder registrar toda a beleza que eu extraio ao olhar a natureza. Cenas únicas de um cenário tão mutável quanto a vida. O que é natural inspira vida até nas simples cores que se apresentam harmoniosas. Até o cinza que encontramos na natureza possui uma vibração que nos remete à vida, à beleza e a uma simplicidade indescritível.

     Acho incrível e um dos piores hábitos daqueles que vivem em metrópoles e grandes cidades: caminhar olhando para o chão. Não é de se espantar que os índices de depressão tenham aumentado tanto nas últimas décadas. As pessoas vivem olhando para o asfalto, com um cinza sem vida e sem esperança, e é este o tipo de energia com que inundam a mente, sem perceber.

    Hoje estava presa em um engarrafamento sobre a Baía de Guanabara, olhando através da janela do ônibus, me recordei de um pensamento que levo sempre comigo: não importa o quanto o homem afete a natureza, alterando-a ou tentando destruí-la, ela é suprema. Através da janela, um local que o homem prejudicou imensuravelmente. Mas também havia ali um cenário lindo e encantador. 

     O que eu vi? As águas escuras, paradas, alguns barquinhos de madeira espalhados, ancorados e vazios. Nas margens, o verde de algumas árvores e a cidade começando a surgir. Acima, uma mescla do azul claro insistindo em marcar presença e dividindo o céu com muitas nuvens. O sol, que brilhava tímido, atingia algumas nuvens que cintilavam um branco resplandecente. Outras nuvens, em várias tonalidades de cinza, salpicavam o céu em uma harmonia que eu só poderia chamar de celestial (o que me faz compreender o sentido sublime da palavra). Algumas aves transpassaram o céu, anunciando a vida ali presente.

     A cena descrita aqui está presente ali, para qualquer olhar mais atento, em busca da paz que a natureza fornece e que o ser humano tenta destruir a todo o custo. Um pouco mais tarde, eu caminhava nas ruas do centro do Rio de Janeiro. Prédios ao meu redor, cinza sem vida no chão, e eu olhando para além, de forma que pudesse ver o céu. Meus olhos encontraram aquilo que buscavam (e buscam sempre): a beleza acalentadora do natural. Vi o céu azul, com nuvens que mais pareciam algodão doce em tons de salmão e rosa-bebê, anunciando que o sol estava se pondo e que não tardaria muito, o azul do céu tornaria-se escuro e milhares de pontos brancos, brilhariam acima de nossas cabeças, tão longe e tão imponente.

     Com tanta beleza ao redor, o que impede você de respirar e sentir a fagulha do divino nestas coisas tão simples e disponíveis? Havia falado anteriormente sobre o cinza da natureza, que ele possui uma vibração de vida. Sabe aquele céu coberto por um tapete de nuvens cinzas? Aquele céu que é prenúncio de chuva. Como não dizer que ele é vida se trará a água que simboliza a purificação, a limpeza, a restituição do imundo em límpido. Talvez sejam só meus olhos, mas após uma chuva, vejo tudo com um brilho tão especial. Dizem que a chuva é símbolo de tristeza, mas também a vejo como algo puro. Se vier me dizer que ela causa tragédias, gostaria de dizer que em grande parte, é o toque do ser humano avassalando com a natureza que causa isso. Se, até o cinza do céu pode proporcionar aos nossos olhos a beleza da vida, porque ignorar tanto a natureza? Se ela pode ser fonte de energia, de inspiração, de vida, de paz, de tantas coisas que necessitamos, por que a destruímos?

     Se não concorda comigo, comece a fazer o teste: ao invés de andar olhando para o chão, busque olhar um pouco mais para o alto e ver o céu. Comece a apreciar a natureza, o desenho das nuvens, no céu, a vida que uma simples árvore pode dar a um lugar de puro cinza como uma avenida. Entenda o porquê de a cor azul representar tranquilidade e a cor verde, esperança, olhando-as na natureza. Tudo está ali, ao alcance dos olhos que buscam. Está estressado, angustiado, inquieto, triste? Olhe para o céu. Olhe para o mar. Olhe para as árvores. Veja os pássaros. Respire isso e encha-se de vida.

~> Fabi Emerick <~

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Viver a Vida

"Se amanhã não for nada disso, caberá só a mim, esquecer!"
Quando paramos para prestar atenção, percebemos que a vida é feita de momentos. Que nós não somos, nós estamos algo. Que tudo passa, seja a dor, a tristeza, o rancor ou a alegria, a paz e o sorriso. Lágrimas secam, pessoas vem e vão. É tudo tão passageiro que, quando nos damos conta, já foi.

Olhando por este lado, notamos que a palavra chave da vida é "Aproveitar". Aproveitar cada momento, cada dor e cada riso como se fosse o último. Na vida, há momentos para tudo e a dor também é saudável, desde que tiremos lições dela. O problema mesmo, ocorre quando você fecha os olhos para viver bons momentos e deixa escapar as possibilidades de ser verdadeiramente feliz. É inevitável que sejamos feridos pela vida, por várias vezes ao longo da mesma. Mas, na verdade, nós somos capazes de decidir o quão duradoura será o sofrimento da dor. 

Assim sendo, eu aprecio ser intensa. Viver no limite da dor e do êxtase. Me julgue por aproveitar a minha dor, mas sem ela, eu não conseguiria aproveitar minhas alegrias com intensidade nem descobrir como é a verdadeira felicidade. 

Demorei para aprender, mas descobrir que a vida é feita de agora fez toda a diferença do mundo na minha. E é por isso que eu resolvi sair de dentro de casa e viver. Amanhã eu posso não estar rodeada pelos mesmos amigos, coisas da vida, por isso, preciso aproveitar cada tempo que posso ter com eles como se fosse o último, e se houver um próximo, bem, será uma lembrança gostosa a ser guardada. 

Gosto de estar feliz, de rir até chorar e minhas bochechas e barriga doerem. É por isso que eu quero viver a vida. Deixei a minha passar por tanto tempo, trancada entre quatro paredes e hoje eu vejo "que desperdício!", ainda bem que abri os olhos enquanto ainda respiro.

~> Fabi Emerick <~