sexta-feira, 28 de março de 2014

A Dança das Cores na Natureza - Prenúncio de Vida

"Se choras por haver perdido o sol, nunca verás as estrelas."
     Quisera eu, poder registrar toda a beleza que eu extraio ao olhar a natureza. Cenas únicas de um cenário tão mutável quanto a vida. O que é natural inspira vida até nas simples cores que se apresentam harmoniosas. Até o cinza que encontramos na natureza possui uma vibração que nos remete à vida, à beleza e a uma simplicidade indescritível.

     Acho incrível e um dos piores hábitos daqueles que vivem em metrópoles e grandes cidades: caminhar olhando para o chão. Não é de se espantar que os índices de depressão tenham aumentado tanto nas últimas décadas. As pessoas vivem olhando para o asfalto, com um cinza sem vida e sem esperança, e é este o tipo de energia com que inundam a mente, sem perceber.

    Hoje estava presa em um engarrafamento sobre a Baía de Guanabara, olhando através da janela do ônibus, me recordei de um pensamento que levo sempre comigo: não importa o quanto o homem afete a natureza, alterando-a ou tentando destruí-la, ela é suprema. Através da janela, um local que o homem prejudicou imensuravelmente. Mas também havia ali um cenário lindo e encantador. 

     O que eu vi? As águas escuras, paradas, alguns barquinhos de madeira espalhados, ancorados e vazios. Nas margens, o verde de algumas árvores e a cidade começando a surgir. Acima, uma mescla do azul claro insistindo em marcar presença e dividindo o céu com muitas nuvens. O sol, que brilhava tímido, atingia algumas nuvens que cintilavam um branco resplandecente. Outras nuvens, em várias tonalidades de cinza, salpicavam o céu em uma harmonia que eu só poderia chamar de celestial (o que me faz compreender o sentido sublime da palavra). Algumas aves transpassaram o céu, anunciando a vida ali presente.

     A cena descrita aqui está presente ali, para qualquer olhar mais atento, em busca da paz que a natureza fornece e que o ser humano tenta destruir a todo o custo. Um pouco mais tarde, eu caminhava nas ruas do centro do Rio de Janeiro. Prédios ao meu redor, cinza sem vida no chão, e eu olhando para além, de forma que pudesse ver o céu. Meus olhos encontraram aquilo que buscavam (e buscam sempre): a beleza acalentadora do natural. Vi o céu azul, com nuvens que mais pareciam algodão doce em tons de salmão e rosa-bebê, anunciando que o sol estava se pondo e que não tardaria muito, o azul do céu tornaria-se escuro e milhares de pontos brancos, brilhariam acima de nossas cabeças, tão longe e tão imponente.

     Com tanta beleza ao redor, o que impede você de respirar e sentir a fagulha do divino nestas coisas tão simples e disponíveis? Havia falado anteriormente sobre o cinza da natureza, que ele possui uma vibração de vida. Sabe aquele céu coberto por um tapete de nuvens cinzas? Aquele céu que é prenúncio de chuva. Como não dizer que ele é vida se trará a água que simboliza a purificação, a limpeza, a restituição do imundo em límpido. Talvez sejam só meus olhos, mas após uma chuva, vejo tudo com um brilho tão especial. Dizem que a chuva é símbolo de tristeza, mas também a vejo como algo puro. Se vier me dizer que ela causa tragédias, gostaria de dizer que em grande parte, é o toque do ser humano avassalando com a natureza que causa isso. Se, até o cinza do céu pode proporcionar aos nossos olhos a beleza da vida, porque ignorar tanto a natureza? Se ela pode ser fonte de energia, de inspiração, de vida, de paz, de tantas coisas que necessitamos, por que a destruímos?

     Se não concorda comigo, comece a fazer o teste: ao invés de andar olhando para o chão, busque olhar um pouco mais para o alto e ver o céu. Comece a apreciar a natureza, o desenho das nuvens, no céu, a vida que uma simples árvore pode dar a um lugar de puro cinza como uma avenida. Entenda o porquê de a cor azul representar tranquilidade e a cor verde, esperança, olhando-as na natureza. Tudo está ali, ao alcance dos olhos que buscam. Está estressado, angustiado, inquieto, triste? Olhe para o céu. Olhe para o mar. Olhe para as árvores. Veja os pássaros. Respire isso e encha-se de vida.

~> Fabi Emerick <~

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Viver a Vida

"Se amanhã não for nada disso, caberá só a mim, esquecer!"
Quando paramos para prestar atenção, percebemos que a vida é feita de momentos. Que nós não somos, nós estamos algo. Que tudo passa, seja a dor, a tristeza, o rancor ou a alegria, a paz e o sorriso. Lágrimas secam, pessoas vem e vão. É tudo tão passageiro que, quando nos damos conta, já foi.

Olhando por este lado, notamos que a palavra chave da vida é "Aproveitar". Aproveitar cada momento, cada dor e cada riso como se fosse o último. Na vida, há momentos para tudo e a dor também é saudável, desde que tiremos lições dela. O problema mesmo, ocorre quando você fecha os olhos para viver bons momentos e deixa escapar as possibilidades de ser verdadeiramente feliz. É inevitável que sejamos feridos pela vida, por várias vezes ao longo da mesma. Mas, na verdade, nós somos capazes de decidir o quão duradoura será o sofrimento da dor. 

Assim sendo, eu aprecio ser intensa. Viver no limite da dor e do êxtase. Me julgue por aproveitar a minha dor, mas sem ela, eu não conseguiria aproveitar minhas alegrias com intensidade nem descobrir como é a verdadeira felicidade. 

Demorei para aprender, mas descobrir que a vida é feita de agora fez toda a diferença do mundo na minha. E é por isso que eu resolvi sair de dentro de casa e viver. Amanhã eu posso não estar rodeada pelos mesmos amigos, coisas da vida, por isso, preciso aproveitar cada tempo que posso ter com eles como se fosse o último, e se houver um próximo, bem, será uma lembrança gostosa a ser guardada. 

Gosto de estar feliz, de rir até chorar e minhas bochechas e barriga doerem. É por isso que eu quero viver a vida. Deixei a minha passar por tanto tempo, trancada entre quatro paredes e hoje eu vejo "que desperdício!", ainda bem que abri os olhos enquanto ainda respiro.

~> Fabi Emerick <~


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O Ciclo da Vida

A vida vem sempre cheia de altos e baixos. 

Às vezes, achamos que temos todas as respostas e ficamos felizes com isso. Geralmente, são nestas alturas que temos a impressão de que temos a vida definida, futuro, projetos... podemos quase nos enxergar daqui a 10 ou 20 anos. Mas aí, a vida é cíclica, falo isso sempre. 

Ela fica dando voltas e mais voltas, e se temos todas as respostas em algum momento, damos mais um passo, coisas inesperadas acontecem e perguntas novas começam a surgir, mas ao invés de encontrarmos novas respostas, parece que só encontramos perguntas e mais perguntas. Algumas destas perguntas, até, em algum momento, chegamos a achar que já tivemos a resposta, mas elas voltam como se nunca tivessem sido respondidas "De onde vim? Para onde vou? Por que estou aqui? Quem sou eu?". Em meio a perguntas existenciais, acabamos perdidos e tudo o que planejamos em algum momento, muda de rumo. Parece que não sabemos nem o que será de amanhã, quanto mais como será daqui a 10 anos. Parece que não saber, não ter o controle, nos desespera ainda mais na busca por resposta. 


Algumas pessoas chegam ao fundo do poço enquanto tentam mas continuam tentando, outras desistem de vez. As que continuam tentando, arrumam uma ou outra resposta, aos poucos. Vão se enchendo de certezas em um ponto mais adiante. Descobrem novos motivos, se replanejam, enfim... voltam ao ponto do início do texto. 

Como eu disse no começo, tudo porque a vida é cíclica. Sempre há soluções mesmo quando não podemos enxergar mais nada. Mas também, sempre haverão perguntas. Cabe a nós desistir ou continuar tentando, porque, às vezes, a nossa existência dependa de tentar entender o que fazer da vida e entender a vida em si e, talvez, a nossa existência dependa de buscar sempre respostas. Afinal, se já tivéssemos todas as respostas, que graça teria viver?

~> By Fabi Emerick <~